Filhas, netas, irmãs, tias, madrinhas, mães! Maníacas na cozinha, loucas nos shoppings, desesperadas no ginásio, impacientes ao espelho. Somos um todo e tantas vezes quase nada… Um pé que pisa o limite em tantas situações, somos criaturas à beira de um ataque de nervos ou a calma, a calma precisa para um piquenique num dia de Primavera.
Somos corações em dilema, porque a vida tem tantos caminhos e nós somos apenas UMA, embora existam tantas mulheres dentro de nós mesmas – como cantava a Chaka Khan…* Esquerda, direita? Em frente, sempre em frente, que parar é morrer e para trás andam os caranguejos.
Somos corações em chamas porque as nossas escolhas nem sempre são as certas mas são as que queremos fazer e OH- somos uma humanas e temos direito de errar…
Somos pés descalços na relva molhada a correr atrás das crianças, ou sapato alto a fazer o seu barulho cinematográfico, numa rua quase vazia, a caminho daquele jantar tãodesejado…
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Daughters, granddaughters, sisters, aunties, mothers! Maniacs in the kitchen, crazy at the shopping, desperate in the gym, impatient on the mirror. We are a whole and many times we’re almost nothing. A foot crossing the limits in so many situations, creatures living on the edge of a nervous breakdown or the calm, the necessary calm of a Sunday’s picnic in a Spring day.
We are hearts in dillema, because life has so many paths and we are just ONE, even though there are so many women inside ourselves – like Chaka Kan used to sing…* Left, right? In front, always in front, because to stop is to die and to walk back is crab’s ability.
We are hearts in flames because our choices aren’t always the right ones, but they’re the ones we wanted to make and OH- we’re humans and therefore we have the right to make mistakes…
We are barefoot on the wet grass, running after the children, or high heels making their cinematographic noise, in an almost empty street, on the way to that expected dinner…



Nunca entendi as minhas amigas que passam o tempo a questionar as relações que têm e que estäo sempre à espera que algo de mal aconteça. Sempre pensei que ao estar nesta expectativa, a tendência seria para criar inseguranças e também desconfianças.
